Postagens

Sacrifício e Contradição

 Hoje bateu diferentes saudades... Saudades de uma trilha de caverna, ou de cachoeira, com um final refrescante... Saudades de um mochilão por aí... Saudades de fazer viagens malucas... Saudades de uma despretenciosa margarita. Vi esses dias um vídeo onde uma mãe falava dos pequenos sacrifícios da maternidade... aqueles que ninguém vê. Que parece que nem fazem falta... mas as vezes fazem. Só que agora, enquanto aqui escrevo, e meu filho brinca em outro cômodo com o avô, eu sinto saudades dele também. Então, se eu pudesse escolher? Sei lá. Escolheria levar ele nas costas. Mas escolheria um pouco de liberdade também. Escolheria sacrifício e contradição. É o que escolho todo dia, afinal. E, na verdade... até que tô bem assim.

Sótão x Porão

Confesso que, dentre a diversidade de círculos sociais nos quais me incluo, pelo menos um deles compreende pessoas socialmente privilegiadas. Entretanto, por motivos complexos demais para se explicar num texto curto, tenho razões para acreditar que talvez, de todo o grupo, eu seja uma das pessoas de menor status. E aí, dia desses, numa conversa, uma delas mencionou que tem um sótão. E eu, tenho um porão. Não só tenho um porão... também moro num porão alheio. Das duas casa no imóvel que moro, a minha é a de baixo e, ao mesmo tempo, a dos fundos. Quem mora em cima mora a tanto tempo que, acredito, as vezes se esquece do vizinho de baixo... não se importa com o barulho que faz, com a sujeira que deixa cair para nosso quintal, ou de atrapalhar nossa entrada e saída para a frente do imóvel. Numa dessas tardes de frustração pelo bloqueio da entrada e sujeira no quintal recém limpo, veio a tristeza de se perceber, de fato, "abaixo", "inferior". Afinal, por vezes, parece qu...

u queo tiá a ca

  Eu fiquei um tempão na expectativa de que meu bebê começasse a juntar palavras para formar frases. Ele começou com duas palavrinhas como “não, mamãe”. “mamãe. gaguá” (mamãe, água!) e foi aumentando aos poucos, mas com frases ainda sem “estrutura gramatical”, apenas uma sequência de palavras sem verbos ou conectores, mas que juntas queriam dizer alguma coisa, até chegar em frases que soam como uma conversa mas, ao mesmo tempo como um enigma linguístico. Recentemente, ele soltou um "nu queo papa" (não quero papar) e, ontem a noite um "nu queo gaguá", quando o pai insistiu para que ele tomasse água, me fazendo rir mesmo frente as negativas do serzinho. Então hoje, fazendo apenas uma semana desde que ele completou 2 anos, no meio de uma birra com siricutico para não colocar a roupa que eu havia escolhido, e enquanto eu refletia se devia deixar pra lá ou impor um limite, ele me solta um “u queo tiá a ca” (Eu quero tirar a calça). Tirei a calça em meio a mais alguns seg...

Coisas impressionantes sobre a maternidade

Coisas impressionantes sobre a maternidade (ou que a maternidade me ensinou) - texto em constante atualização  É impressionante... ...a capacidade adquirida de amar alguém que nos chuta diariamente (desde dentro da barriga); .... quão rápido você se adapta, durante a gravidez, mudanças tão grandes no seu corpo... ...a quantidade de coisas que antes eram nojentas e agora são Ok; ...a quantidade de coisas que eram irritantes e agora são Ok; ...a capacidade que um sorriso banguela tem de preencher seu dia de alegria; ...a quantidade de coisas que antes pareciam inofensivas e agora parecem perigos em potencial; ...a quantidade de vezes que temos que pegar algo do chão (principalmente após a fase da introdução alimentar); ...o quanto a força física aumenta conforme o bebê aumenta de tamanho e peso; ...a quantidade de vezes que precisamos nos levantar; ...o número de coisas que antes pareciam importantes e que agora são banais. ...como, a maioria dos desenhos infantis, tem um trio de ami...
Há quem diga que cada pessoa é um mundo inteiro. Pode até ser... Mas prefiro ser um Universo. Mundos giram em torno de si, e em torno de estrelas. Mas o Universo está sempre em expansão. Sou portanto um Universo inteiro! Por mais particular que este seja.